DOM BASÍLIO: INFESTAÇÃO DO AEDES AEGYPTI EM ALGUMAS LOCALIDADES PREOCUPA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA


DOM BASÍLIO: INFESTAÇÃO DO AEDES AEGYPTI EM ALGUMAS LOCALIDADES PREOCUPA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Por: RÁDIO 105 FM

A Vigilância Epidemiológica de Dom Basílio, vem se mostrando muito preocupada com alguns índices de infestação do Aedes Aegypti em algumas comunidades da zona rural do município. Dados do terceiro ciclo mostram que Alto do Rosário apresenta índice de 7,32 - Santa Luzia – 4,02 e Imídios 4,55, sendo que o aceito é de 1,0. De acordo com Glaucilene Macedo, coordenadora da Vigilância e Saúde do município, o setor tem visitado todas estas comunidades afetadas, porém observa que a população não tem feito sua parte.

“Necessitamos que eles (os moradores), façam as limpezas em seus quintais, e colete todo tipo de lixo que venha acumular água. As comunidades que tenham coleta de lixo, que coloquem em sacos plásticos e deixem no dia da coleta, para que o pessoal recolha. É preciso lembrar que lavem as caixas de água com buchas e sabão, e encha somente após este processo, porque caso não faça, por mais que vamos até a comunidade e façamos o tratamento, não vamos parar de ter casos de dengue e o pior é que podemos ter evoluções como tipo 1, tipo 2, 3, 4 e até a hemorrágica. O mais preocupante é que nestas mesmas comunidades estamos já registrando casos de Zica, que a curto prazo podemos ter crianças com microcefalia no município. E a maioria das pessoas portadoras do Zica, são mulheres em idade fértil”, diz Glaucilene ressaltando que tem ainda a Chikungunya que já fizeram vítimas que estão com sérios problemas de articulações, sofrendo muito, e que Alto do Rosário está com um índice de infestação muito alto.

De acordo com a Coordenadora, tem-se percebido uma mudança de comportamento do Aedes, pois antes os estudos comprovavam que o mesmo se proliferava apenas na zona urbana, e agora este problema se faz presente também na zona rural. Para “Gau”, isso se dá devido ao consumo do ser humano.

“Elas (as pessoas), consomem mais, e não fazem o descarte correto do lixo. Ao viajarem, trazem o Aedes para sua localidade e chegando em suas casas, o mosquito encontra um local propício, que é o acumulo de lixo com água. Nos quintais a gente observa muito lixo, acumulo de materiais, que com a junção de sombra e água, torna o ambiente maravilhoso para o mosquito. Algumas pessoas entendem que porque a gente vai até a comunidade e faz o bloqueio já está tudo resolvido, que não pode mais adoecer, mas não é bem assim, o Aedes pode adormecer e quando acabar o ciclo de bloqueio ele pode voltar a qualquer momento. O nosso maior problema é a questão do lixo e a limpeza das caixas”, conclui Macedo, pedindo para que as pessoas tomem o máximo de cuidado possível.